
Ocorreu nesta quinta-feira, 30, o seminário para os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) sobre o ‘manejo clínico e reações hansênicas’, promovido pela Secretaria Municipal da Saúde (Semus), juntamente com a Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp), no Centro Universitário Católica do Tocantins (UniCatólica).
O seminário foi proposto especialmente para a rede de saúde, com o objetivo de proporcionar aos profissionais o conhecimento necessário sobre a hanseníase, visando um atendimento mais eficaz, acolhedor e empático aos pacientes em tratamento.
Compondo a mesa diretiva estavam os convidados, secretário-executivo da Saúde, Rafael Leandro de Mendonça, a superintendente de Vigilância em Saúde, Micheline Pimentel Ribeiro Cavalcante e a coordenadora da Área Técnica da Hanseníase de Palmas, Ana Paula Marques dos Santos.
O evento foi composto por dois períodos. Pela manhã foram discutidos os temas de ‘Abordagem Clínica da Hanseníase’, pela especialista em Medicina de Família e Comunidade, Letícia da Silva Moura e ‘Avaliação Neurológica Simplificada e Grau de Incapacidade’, pela fisioterapeuta analista da Hanseníase na Semus.
No período da tarde, os temas abordados foram ‘Manejo Clínico das Reações Hansênicas e Condução dos Efeitos Adversos da Poliquimioterapia’, pela membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Juliana Diniz Oliveira do Valle e ‘Orientações sobre o NotificaSUS’, pela analista da Área Técnica da Hanseníase na Semus, Nadinny Teles.
A especialista em Medicina de Família e Comunidade, Letícia da Silva Moura, fala sobre como as pessoas infectadas foram tratadas durante décadas. “A pessoa com hanseníase antigamente era afastada da comunidade, o que causava um grande isolamento social. Essas pessoas eram separadas de suas famílias e colocadas junto a outros pacientes com a mesma condição”, explica Letícia.
A coordenadora da Área Técnica da Hanseníase de Palmas, Ana Paula Marques dos Santos, discute sobre a importância do evento na sociedade. “É um dia intenso, porque é muita coisa para ser abordada ao mesmo tempo. Quem tem o paciente com hanseníase, pode ter reação antes, durante e depois do tratamento. Então, quem está na rede precisa conhecer quais os sintomas de uma reação,” expõe a coordenadora.
A enfermeira Patrícia Pacheco fala sobre sua experiência no seminário e como vai acarretar positivamente no futuro. “Essa temática ajuda a gente a fortalecer o nosso conhecimento, porque muito do que foi falado aqui são exatamente as dúvidas que temos no decorrer do atendimento, do dia a dia, nas unidades básicas de saúde”, relata.
Texto:Adryelli Israel – estagiária sob supervisão da Diretoria de Jornalismo da Secom
Edição:Denis Rocha/Secom Palmas

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