
Coordenado pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), o Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen/TO) consolidouavanços importantes na vigilância laboratorial e no diagnóstico de doenças. Entre 2024 e 2025, o laboratório registrou ampliação na produção de exames e na incorporação de novas tecnologias em benefício aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2024, foram realizados 164.916 exames nas áreas de Biologia Médica, Análise de Água e Amostras de Produtos no Lacen/TO, em Palmas; e no Regional I, em Araguaína. Em 2025, esse número foi de 165.004 exames. Já em 2023, a quantidade registrada foi de 128.378.
O Programa de Controle de Qualidade Laboratorial (PCQL) do Lacen/TO, que trabalha o controle de qualidade dos agravos de relevância para a saúde pública e ensaios de proficiência nos laboratórios públicos e privados, realizou 4.669 análises em 2024 e 4.860 em 2025.
O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca que o Lacen/TO garante diagnósticos precisos, monitora riscos à saúde e fornece a base técnica e científica para a tomada de decisões. “O laboratório central é decisivo para que o cuidado chegue com qualidade à população”, pontua.
A diretora substituta do Lacen/TO, Ila Raquel Mello Cardoso Vilchenski, ressalta que, nos últimos anos, foram implantados no espaço serviços e monitoramentos, com foco no fortalecimento da vigilância e do diagnóstico em saúde pública. “Com essas iniciativas, o laboratório central do Tocantins reafirma seu papel estratégico como referência estadual em diagnóstico laboratorial e no apoio à vigilância epidemiológica, contribuindo para a proteção da saúde da população”, enfatiza.
Avanços
No campo das doenças infecciosas de grande impacto na saúde pública do Tocantins, o laboratório iniciou em 2025 a implantação da Vigilância de Resistência Antimicrobiana para Tuberculose e Hanseníase. A iniciativa permite monitorar possíveis resistências aos medicamentos utilizados no tratamento dessas doenças, fortalecendo o acompanhamento clínico dos pacientes e as estratégias de controle.
"A vigilância laboratorial do Lacen/TO vai muito além da capacidade técnica, trata-se de um sistema serviço sensível, oportuno e integrado à vigilância em saúde. Como biomédica sanitarista e atuando na gerência técnica, compreendo que nosso papel é garantir qualidade analítica, agilidade na resposta e uso estratégico dos dados laboratoriais para subsidiar a tomada de decisão. Assim conseguimos transformar resultados laboratoriais em ações concretas de proteção à vida”, evidencia a biomédica e gerente técnica do Lacen/TO, Suenne Ramos de Souza Lemos.
Outra novidade do laboratório é o diagnóstico molecular para sarampo, que permite identificar de forma mais rápida e precisa a presença do vírus. A metodologia fortalece a vigilância epidemiológica e contribui para respostas mais ágeis em situações de suspeita ou surtos da doença.
O Lacen/TO também implantou recentemente o painel dos vírus respiratórios, passando a realizar a identificação dos vírus sincicial respiratório, rinovírus, adenovírus e agentes associados a infecções respiratórias, especialmente em crianças e idosos. Essa ampliação foi realizada com intuito de melhorar a capacidade de monitoramento dos vírus circulantes no estado e contribuir para subsidiar estratégias de prevenção e desenvolvimento de vacinas específicas.
Além disso, o laboratório também trabalha na implantação da vigilância genômica para arboviroses, tecnologia que possibilita a detecção simultânea de diferentes vírus transmitidos por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya. A ferramenta aumenta a agilidade e a precisão no diagnóstico.
Franciano Cardoso é farmacêutico bioquímico há 16 anos no Lacen/TO e atua na vigilância genômica para arboviroses, com o monitoramento de variantes, mutações e a dispersão dos vírus em tempo real, utilizando sequenciamento genético para orientar respostas de saúde pública. “Aqui, verificamos se os graus de mutação dos agentes representam risco ou não para a sociedade. Assim como também quais medidas devemos tomar, se eles vão resistir à vacina, se ela é efetiva ou não, se precisa modificar. Verificamos também se os diagnósticos disponíveis são capazes de detectá-los”, explica.
Lacen
O Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins foi instituído pelo Decreto nº 046, de maio de 1995, e compõe em âmbito estadual o Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (Sislab). No local, são realizadas atividades relacionadas à vigilância em saúde, compreendendo a vigilância epidemiológica, vigilância em saúde ambiental, vigilância sanitária e assistência médica. Possui uma unidade descentralizada, estruturada no município de Araguaína, denominada Laboratório de Saúde Pública de Araguaína (LSPA), os quais juntos atendem aos 139 municípios das oito Regiões de Saúde, realizando exames de agravos de interesse da saúde pública para diagnósticos, complementação diagnóstica e vigilância laboratorial.
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